Sempre resta algo...
16:22, 12/04/2007. Por KatitaMeus olhos bóiam no deserto
Que cuidaste com desvelo ajeitado.
Poços secos, folhas mortas -
A tudo miro e não encontro.
O calcinado chão reflete
Apenas o ruído dos ossos pisados
Nem um vento sopra.
Os corpos em migalhas qual cerume antigo.
Não há amigos, o que restou
É só cansaço, a janela aberta ao vázio,
O mormaço nos cabelos,
O desespero.
Ricardo Miyake